A partir das três passagens acima, podemos refletir sobre que tipo de viver entre os cristãos agrada a Deus, que tipo de viver e perseverante e imutável, e que tipo de viver pode sobreviver aos infortúnios e suportar testes.

Leitura da Bíblia: Mc 4:5-6, 16-17; Os 14:5-7; Ct 4:12.

Por que alguns cristãos no inicio de sua experiência parecem tão brilhantes, mas depois de algum tempo não se pode encontrá-los? Por que é que alguns desistem na metade do caminho durante sua peregrinação? Por que é que alguns não conseguem seguir o Senhor ate o fim? Isto tem um relacionamento muito íntimo com o modo como vivem. Se um cristão não tem vida normal, ele e inseguro e é fácil desistir. Portanto, não devemos negligenciar esta questão.

UMA VIDA SUPERFICIAL

Marcos 4:5-6 diz: “Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o Sol a queimou; e porque não tinha raiz, secou-se”. Esta e uma das parábolas do Senhor Jesus sobre a semeadura de sementes. Nos versículos 16-17, o Senhor explica aos discípulos esta parábola: “Semelhantemente São estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria.

Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo antes de pouca duração; em lhes chegando a angustia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam”. Pela explicação do Senhor, vemos que esta e uma vida superficial que não pode suportar ou resistir ao teste das provações. Este tipo de vida aparentemente tem um bom começo, mas acaba miseravelmente. De acordo com este fenômeno, é algo que “logo nasceu”.

Assim que brotou, obviamente a casca exterior da semente rompeu-se, e ela germinou. Isto quer dizer: a palavra não e mais simples doutrina para esta pessoa, mas foi transformada em vida. Como germinou e germinou rapidamente, igualmente, é como se o desenvolvimento fosse tão rápido e o progresso tão maravilhoso que ela tem razão de sentir-se satisfeita. Contudo, o fim é decepcionante, porque quando o sol está alto, ela é queimada e seca.

Ela é a mais rápida para germinar, bem como para secar. Brotos que não podem resistir ao calor do sol têm pouca esperança de amadurecer e estão sujeitos a secar muito cedo. A condição da vida de muitos cristãos e exatamente assim. Muitos cristãos, imediatamente após ouvirem a palavra, prontamente a recebem com alegria sob a ilusão de que obtiveram tudo, entenderam tudo, estão preparados para pagar qualquer preço, e estão prontos para andar em qualquer caminho.

Diante de Deus, eles têm a vontade e a consagração; diante dos homens, eles dão testemunho e são bastante zelosos. Contudo, quando menos esperam, quando lhes sobrevém alguma provação, eles logo começam a ficar abalados, sentem-se um tanto desanimados, acham insuportável, fogem diante do medo e, inevitavelmente, caem.

Irmãos e irmãs, para nós que já somos cristãos, o queimar do sol e indispensável porque ajuda nosso crescimento e auxilia nosso amadurecimento. Se você não pode manter-se em pé, e cai assim que encontra o calor do sol, isto indica quão superficial você é. o queimar do sol apenas exporá sua verdadeira condição; ele não roubará o que você realmente possui.

É possível que a Palavra de Deus seja incapaz de suportar o queimar do sol? Não. O problema é como a Palavra de Deus é recebida. Por que ela germinou imediatamente, e secou assim que foi exposta ao calor do sol? Qual é a causa? Na Palavra do Senhor, podemos ver três razões para isto.

Primeira razão: Superficialidade do solo

A primeira razão é a superficialidade do solo. Isto significa que não há terreno e conseqüentemente nenhuma profundidade. Um cristão cujo solo é superficial nada tem interiormente. Quando tal pessoa ouve a palavra, toda frase parece ser prontamente recebida e bem compreendida. Ele está apto para transmiti-la a outras pessoas e pronto a dar testemunho diante delas.

É tão fácil tal pessoa perder a verdade que ouviu, destruí-la, e desfazer o que disse a outras pessoas. Ela é facilmente satisfeita e também, sente fome facilmente; ela torna-se feliz e triste facilmente; ela com facilidade se entusiasma e também esfria; facilmente ri e chora. Tal pessoa é superficial; tal pessoa está vivendo em suas emoções e circunstâncias.

Sabemos que se uma árvore é alta, suas raízes devem ser profundas. Algumas podem atingir a profundidade de até três ou quatro quilômetros. Uma árvore que não consegue absorver água da superfície, sabe-se que aprofunda suas raízes até atingir a fonte de água. As palmeiras no Deserto da Arábia, apesar do calor do sol, permanecem com folhagem verde, porque extraem água descendo as profundezas, capacitando­-as a resistir ao sol ardente.

Se um cristão aprofundou suas raízes, ele também será capaz de resistir ao calor do sol. Oh! Todos aqueles que vivem nos seus sentimentos ou influenciados pelas circunstâncias são pessoas sem profundidade. Também aqueles que são propensos a oscilar por suas emoções, e são influenciados pelo ambiente, não tem profundidade. Aqueles cuja vida está profundamente enraizada não prestam atenção as circunstâncias, nem vivem por sentimento, mas somente por fé.

Eles não olham nem dependem das circunstâncias, mas vêem o Senhor atrás delas. Tais pessoas têm o amparo, o suporte e o poder que vem de Deus, em vez de serem influenciados pelas circunstâncias. Se uma pessoa não vive olhando para o Senhor por trás das circunstâncias, mas para as emoções e circunstâncias, não haverá uma única verdade ou ensinamento que ela seja capaz de possuir profundamente.

Quando as circunstâncias São favoráveis, ela é ativa e eufórica, mas assim que encontra provações, torna­-se desanimada, depressiva e melancólica. Assim que a cruz a confronta, tal pessoa cai. Irmãos e irmãs, se vocês ficam abatidos e recuam quando encontram provações, isto prova que estão sem profundidade. Quando o sol os queima, imediatamente vocês murcham.

Segunda Razão: Falta de Raiz

A segunda razão e a ausência de raiz. Que é raiz? A parte de uma árvore exposta à vista é o tronco e o que está fora da vista, no solo, é a raiz; aquela parte com vida e que é visível são os galhos; a parte com vida, mas que é invisível é a raiz. Portanto, a raiz representa a vida escondida. Todo aquele que não tem raiz no Senhor, sua vida deve ser seca.

Todo aquele que não tem vida oculta espiritualmente, e nada tem, além do que é manifesto diante dos homens, não tem raiz. Raiz e a parte invisível oculta; o que e exposto e visível não é raiz. Raiz é a invisível parte oculta; o que e exposto e visível não é raiz. Irmãos, vocês devem perguntar-se: além daquela parte de sua vida que é visível diante dos homens, quanto de vida oculta você tem diante do Senhor?

Se tudo o que você tem é o pouco que é o exposto, nada há de maravilhoso porque você murcha assim que o sol se levanta e esquenta. Em nosso viver espiritual não há nada capaz de nos sustentar como a vida escondida. Se encontrarmos um irmão ou irmã que caíram, não olhemos a queda como um acontecimento acidental ou repentino. Ao invés disso, devemos perceber que anteriormente havia algo errado com sua vida oculta diante de Deus. Desde que ele não tem raiz, ele cai quando o sol se levanta para queimá-lo.

Em Mateus 6:6, o Senhor Jesus diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, oraras a teu Pai que esta em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensara”. Fechar a porta é a vida oculta, e isso é raiz. Aqui, o Senhor fala de um modo peculiar: o Pai vê em secreto. Oh! a oração pode ser vista! Sempre pensamos que a oração é ouvida mas o Senhor diz que ela e vista. Portanto, algumas vezes não temos palavras na presença de Deus, mas apenas uma atitude – isto e precioso também.

Oh! irmãos e irmãs, que proporção de sua vida é vista por Deus em secreto? Ou tudo o que vocês tem e visível diante dos homens? Quanto de sua vida espiritual diante de Deus nunca foi divulgado? Quanto da experiência que vocês tem é comparado com a que Paulo manteve em segredo das outras pessoas por quatorze anos? (2 Co 12:2). Se nada têm, isto indica que você não tem raiz.

Se você e uma pessoa sem raiz, você imediatamente cairá quando o sol se levanta para queimá-lo. Irmãos e irmãs, daquilo que vocês possuem, apenas o que Pode sobreviver ao teste das provações é digno de confiança. Se vocês não aprofundaram suas raízes o bastante, vocês estão sujeitos a fracassar.

Terceira Razão: Empedramento do Solo

A terceira razão é que embaixo da superfície terrestre também há pedras. Não é que uma pessoa com pouca terra esteja sem vontade de aprofundar suas raízes, mas as pedras lá estão para obstruí-las. Superficialmente, ela é como as outras pessoas, mas em seu interior há pecados escondidos e ego endurecido. Na Bíblia, pedra tem diversos sentidos, um dos quais e o coração de pedra (Ez 36:26).

Se desejamos aprofundar nossas raízes, não devemos endurecer nossos corações (Hb 3:8). Muitos cristãos nunca foram contrariados em seu modo de pensar e nunca foram quebrados. Eles sempre têm muitas razões para rejeitar a vontade de Deus e insistir em seus próprios pontos de vista, se uma coisa deve ser feita deste ou daquele modo.

Eles têm pedras interiormente, e seu coração é muito duro. Deus tem de destruir suas pedras interiores antes que possam aprofundar suas raízes. Há apenas uma espécie de pessoa que aprofunda as raízes: aquele que teme a Palavra do Senhor (Is 66:5). Irmãos e irmãs, vocês precisam saber que um coração insubmisso a Deus e um coração de pedra.

Devemos pedir a Deus que nos ilumine para ver quão grandes são as pedras em nós. Se temos pedras interiormente, não podemos aprofundar raízes. Então, quando o sol se levanta e esquenta, como não murchar?

As pedras não existem apenas por causa de um coração endurecido, mas também por causa de pecados ocultos. Talvez, em sua vida, haja um determinado pecado do qual você não se livrou, porque o preço é alto demais para que você tenha coragem de tratar com ele. Ou talvez a exigência de Deus seja forte demais para você ceder, resultando em argumentação e discussão com Deus. Se você tolera que seu pecado oculto permaneça, você não pode aprofundar raízes. Como, então, evitar de murchar quando o sol aparece e esquenta?

O QUEIMAR DO SOL

Irmãos e irmãs, sem luz nós não compreenderíamos quão superficiais somos. Se não fosse pelo queimar do sol, não poderíamos entender porque aqueles que desabrocham mais rapidamente, são também aqueles que murcham mais rapidamente. Quantas vezes nos enganamos sendo complacentes com nosso estado espiritual e vemo-nos como pessoas maravilhosas! Contudo, para nossa grande surpresa, quando o sol aparece e esquenta, imediatamente murchamos.

Por que Deus permite o queimar do sol e também consente que dificuldades nos sucedam? Irmãos, vocês devem saber que esta é a expressão final e máxima do amor do Senhor – a cruz. Oh! nada há que possa cultivar nossa vida espiritual tão bem quanto a cruz; nenhum teste pode ser melhor que a cruz. Um dia, quando ouvimos a palavra da verdade, aceitamo-la com alegria, imediatamente, e também consagramo-nos a Deus.

Supomos que somos muito certos e super valorizamo-nos; assim Deus especialmente nos envia os testes e a cruz para que sejamos capazes de ver-nos. Conseqüentemente, um dia nós até mesmo temos uma controvérsia com Deus. O que esperamos de Deus não é esta direção, mas Ele verdadeiramente faz assim. Aonde Deus quer que vamos, não é aonde gostáramos de ir; o que Ele nos designa para fazer não é o que estamos dispostos a fazer.

Portanto, não estamos satisfeitos; e inevitavelmente entendemos mal e culpamos Deus, e temos uma controvérsia com Ele. Irmãos, por favor, lembrem-se de que esta controvérsia é que os leva a condição de murchar. Todo murchar espiritual começa com desentendimento com Deus. Oh! se Deus cede e você vence, você esta condenado a murchar. Portanto, a cruz é-nos um teste para decidir se nossa vida penetrará nas riquezas ou murchara.

Em outras palavras, se nossa vida será abundante ou secará depende de como tratamos com nossa divergência com Deus. Se você prevalece e Deus cede, não há outro resultado para sua vida a não ser murchar. Portanto você nunca deve regozijar-se por sua vitória aparente nem se deleitar em sua liberdade. Você precisa saber que isto simplesmente mostra que sua vida logo murchará, e que seu viver degenerar-se-á em breve.

Isto e o que a experiência de muitos cristãos confirma. Não há uma vez em que Deus cede, e que sua vida permanece abundante. Portanto, se entre Deus e você ainda existe uma negociação não concluída, um problema não resolvido, e um ponto obscuro sobre a vontade de Deus, você deve ser extremamente cuidadoso. Se está em dúvida, insatisfeito com os arranjos de Deus e escolhe o caminho que você mesmo considera bom, então não precisa esperar ate o resultado tornar-se aparente; anteriormente você já começou a murchar.

Irmãos e irmãs, não devemos imaginar que realmente adquirimos algo simplesmente por ouvir uma mensagem. Deus terá de criar circunstâncias tais que vocês verdadeiramente sentirão a necessidade da palavra que ouviram, de maneira a testar se aceitaram realmente ou superficialmente a palavra. Deus tem de arquitetar uma circunstância para revelar-lhes que nenhum preceito da Escritura pode ser adquirido sem pagar-se um preço.

Por exemplo, depois que ouviram uma palavra sobre paciência, Deus arranjar-lhes-á tribulação porque “tribulação produz paciência” (Rm 5:3). Quando ouvirem a palavra sobre obediência, Deus ira prová-los com situações difíceis para que aprendam a obediência pelas coisas que sofrem (Hb 5:8). Após ouvirem a palavra sobre doçura, Deus, um dia, leva-os, face a face com muitas pessoas e problemas irritantes, que os fazem aprender a “ser brando para com todos” (2 Tm 2:24).

Depois de ouvirem a palavra que diz que devem ter fé, Deus parecera ocultar-Se e não lhes dar atenção quando chamarem por Ele, para que não vacilem por incredulidade, mas sejam fortes na fé, dando gloria a Deus (Rm 4:20). Cada vez que vocês ouvirem alguma palavra, se suportarem o teste, a palavra então estará garantida em vocês.

Deus nunca permitirá que paremos no estágio de ouvir uma mensagem e consagrar-nos. Ele deve testar-nos. Deus somente pode fazer uso daqueles vasos que ainda podem permanecer firmes após passar pelo teste da provação. Certa vez uma irmã idosa, ha muito tempo a serviço do Senhor, falou a um irmão jovem que começava a servir: “Todo pão colocado nas mãos do Senhor, Ele primeiramente parte, e então distribui a outras pessoas.

Um pão não partido não pode tornar-se sustento para a vida de outras pessoas. E muito comum que, por um lado consagremo-nos a Deus, mas por outro lado, nosso corarão silenciosamente fala com esperança: Oh! Senhor, eu realmente já me consagrei a Ti, mas peço-Te que nunca me quebres! Todos nós esperamos que o pão permaneça intacto para sempre, e que fique permanentemente onde foi colocado. Mas nenhum pão nas mãos do Senhor fica inteiro.

Se você não deseja ser quebrado pelo Senhor; então, não se coloque em Suas mãos”. Irmãos e irmãs, estas são palavras ditas pela experiência pessoal daqueles que conhecem o Senhor. Todo pão colocado nas mãos do Senhor é partido por Ele. Aqui é onde esta a dificuldade de muitos irmãos: após ouvir um sermão, alguém alegremente diz: “Oh! Senhor, eu ofereço-Te tudo o que tenho”.

Mas, quando o Senhor esta partindo-o, esperava que isto não acontecesse. Irmãos e irmãs, enquanto estão nas mãos de Deus, vocês não estão dispostos a ser quebrados por Ele. Tal vida é a mais dolorosa. Se vocês esperam que sua vida seja abundante, devem permitir que Deus ordene muitos testes para prová-los.

VIDA NAS PROFUNDEZAS

Oséias 14:5-7 diz: “Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como lírio, e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano. Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e a sua fragrância como a do Líbano. Os que se assentam de novo a sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano”.

Nesta passagem, Líbano e mencionado três vezes: uma vez como um lírio, uma vez como uma oliveira e uma vez como o vinho. Por que e dada tal ênfase ao Líbano aqui? E porque o cedro da montanha do Líbano e muito alto e suas raízes são muito profundas. A Bíblia usa o cedro do Líbano para representar a maior e mais alta árvore na terra; ele também é apresentado como símbolo daquelas pessoas que aprofundam suas raízes.

Nesta passagem, o lírio é a primeira alusão ao Líbano, depois a oliveira e finalmente o vinho. o fato de a Bíblia falar desta maneira tem um profundo significado. Apenas falaremos brevemente a esses respeito aqui.

Por que o lírio é comparado ao Líbano? Um lírio e puro e bonito. O lírio referido aqui cresce no deserto e não no jardim de uma casa. Não há jardineiro para cultivá-lo, mas depende unicamente do calor do sol, da chuva e do orvalho para sustento. Nós, cristãos, somos os lírios dos vales (Ct 2:1), confiando totalmente no cultivo e sustento de Deus. Uma vida espiritual pura e bela provém de uma comunhão ininterrupta com Deus. Portanto, é dito para crescer como o lírio e lançar suas raízes como o cedro do Líbano.

Por que uma oliveira é citada junto ao Líbano? Aos olhos dos homens, uma oliveira não tem beleza. Se dissermos que a beleza e a peônia (N.R. – erva com grandes flores, de grande beleza ornamental), e fácil para as pessoas entenderem, mas dever-se-ia dizer o contrário em relação a uma oliveira.

Contudo, a Bíblia mostra que a beleza aos olhos de Deus não e a beleza superficial, mas o fruto na realidade. A oliveira e uma árvore que gera um fruto que produz óleo – sua beleza esta no seu fruto. A beleza de um cristão está em gerar o fruto do Espírito. Isto pode ser adquirido apenas lançando e fixando raízes nas profundezas. Portanto, é dito que sua beleza é como a oliveira e seu aroma como o Líbano.

Por que o vinho está relacionado ao Líbano? E dito: “florescerão como a vide”. Alguma vez já vimos a flor da vide? Sua flor é minúscula! Logo apos o florescer, as uvas aparecem. Nunca vimos a flor da vide num vaso de flores. Por que não é dito que a flor e como a do pessegueiro ou como o crisântemo?

Porque a flor que Deus honra não e para as pessoas apreciarem, mas a que pode produzir fruto como a vida. O que Deus requer de um cristão e que lance raízes e produza frutos abundantemente. Eis porque é dito que eles florescerão como a vide, e a sua fragrância será como a do vinho do Líbano.

Líbano é citado três vezes aqui – todas com o propósito de chamar nossa atenção à vida nas profundezas. Embora esta vida nas profundezas seja como o lírio crescendo num vale isolado, como a oliveira que não é bonita exteriormente e como a vide que não se sobressai ao florescer, ainda assim ela e o resultado de olhar para Deus com simplicidade, e é capaz de produzir muito fruto.

Este e o tipo de viver que um cristão deve ter. E impossível ter esta espécie de viver, a não ser que aprofundemos as raízes. Para atingir este tipo de viver deve haver um exercício regular diário. Separe pelo menos um pequeno tempo somente para orar ler a Palavra lendo e orando simultaneamente na presença de Deus. Se possível, também reserve algum tempo para orar pelos santos, pelas igrejas em vários lugares, e pela obra de Deus.

Se um cristão não lê a Escritura e não ora toda manhã, é inútil falar sobre vida em profundidade. Lançar raiz não são meras palavras, mas uma prática verdadeira em nosso viver diário. Quando você começa a aprender, é necessário pagar um preço por isto. Possa o amor de Deus atrair-nos para as profundezas, dia após dia, para que possamos aprofundar nossas raízes cada vez mais.

Para viver uma vida nas profundezas, é necessário ter comunhão íntima e direta com o Senhor. Cantares 4:12 diz: “Jardim fechado es tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada”. Aqui é falado sobre um jardim. Como é visto na Bíblia, um jardim foi a primeira idéia de Deus.

Diferente de uma terra comum para plantação de um modo geral, ou de um campo especifico para lavoura, um jardim é somente para beleza e desfrute. Num jardim pode haver árvores, mas o propósito não é a madeira; ou pode haver árvores frutíferas, mas ainda o propósito não é gerar frutos. A importância de um jardim esta relacionada a suas flores.

Elas foram plantadas apenas por sua beleza. Plantar flores e, portanto, para a satisfação dos olhos. Descrever este jardim como um “jardim fechado” significa que ele não é um parque público ao qual todos tem acesso para ter prazer, mas é fechado exclusivamente para Cristo. A beleza interior e para ser vista e apreciada somente por Cristo. Este tipo de viver não pretende agradar aos homens mas apenas a Cristo.

Este tipo de vida e “um manancial recluso”. Um manancial é para as pessoas usarem; embora seja assim, ainda está reservado para o Senhor.

Esta espécie de vida e “uma fonte selada”. Um manancial é produzido pelo trabalho humano, mas uma fonte não. Um manancial é para os homens, mas uma fonte e para Deus. Uma fonte e para a alegria e o contentamento que adquirimos na presença de Deus. Tal experiência não é para ser deliberadamente exposta a outras pessoas porque ela e uma fonte selada.

Resumindo, um cristão nunca deveria, intencionalmente, exibir sua beleza, busca e experiência espirituais para que outros vejam. Por outro lado, tudo deveria ser silenciosamente selado para o Senhor. Somente esta espécie de vida nas profundezas satisfará o coração do Senhor.

Irmãos e irmãs, nossa vida e muitas vezes tão superficial e uma grande parte dela é exposta na superfície. Possa o Senhor conceder-nos graça permitindo que a cruz faça uma obra profunda em nosso interior para que possamos firmar raízes a fim de ter vida nas profundezas para cumprir as exigências de Deus e satisfazer Seu coração.

Watchman Nee

Watchman Nee (倪柝聲 pinyin: Ní Tuòshēng, 4 de novembro de 1903 – 1 de junho de 1972) foi um WatchmanNee01_300x400influente líder cristão chinês no período anterior ao regime comunista, morrendo na prisão vinte anos depois, em 1972. Nee To-sheng ou Watchman Nee, o grande líder cristão chinês, nasceu numa província do Sul da China. Em sua juventude, provou ser um indivíduo dotado de grande inteligência e um futuro promissor. Ele foi consistentemente o melhor aluno da Faculdade Trinity, adquirindo excelente histórico acadêmico. Nee, naturalmente, tinha grandes sonhos e planos para uma carreira cheia de realizações.

FONTE: Doze Cestos Cheios, vol. 4, Editora Árvore da Vida.

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Vida nas profundezas – Watchman Nee
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